Antigamente, o valor de uma mulher se media pelo número de homens com os quais ela havia feito sexo. Ou melhor, com quantos ela não havia feito sexo. Portanto, o chamado cafajeste antigamente mentia para conseguir sexo fácil e barato. Podia acabar com a vida de uma mulher dessa forma, dado que muitas vezes um adultério poderia fazê-la desacreditada para o resto da vida.
Hoje, com a maior facilidade de se conseguir sexo, os cafajestes querem outra coisa.
Vale lembrar que também existem mulheres dentre eles. Não é privilégio dos homens.
Os cafajestes de hoje querem ter o ego inflado. Com a internet, as redes sociais, ficou muito mais fácil ter duas, três, quatro namoradas ao mesmo tempo. E a todas é jurada uma fidelidade extrema, um amor eterno.
Muitas pessoas (lembrando: mulheres também) gostam de ter vários que os paparicam na internet. Não raro colocam uns contra os outros, falam mal de um pro outro e de outro pro um. E nenhum, na verdade, é seu real parceiro.
Podem ou não roubar dinheiro, muitas vezes roubam. Mas o principal perigo deles é roubar tempo e esperança. Tempo, porque ficamos presos a essas pessoas enquanto elas "não se decidem" sobre ter uma relação verdadeira (muitos "enrolam" o parceiro à distância por anos, alguns nunca vêem suas "vítimas" pessoalmente, sequer o sexo de fato é seu interesse, mas apenas o harém virtual, o ego inflado) e esperança porque dependendo de quanto tempo e da quantidade de esforço e crença que colocamos naquela pseudo-relação, acabamos não confiando mais quando outra pessoa diz nos amar. É um longo caminho até confiar novamente.
Par evitá-los, é necessário prestar atenção a ações e não a palavras. Dizer que ama é fácil, mas uma pessoa que nem se digna a fazer uma relação ser real não merece o nosso tempo nem o nosso esforço.
A voz que não se cala
sábado, 1 de agosto de 2015
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Sobre o blog
Criei esse blog com o intuito de haver um espaço para que possam ser expostas as características de relações abusivas e nocivas, principalmente as sutis como "gaslighting", triangulação, manipulação, isolamento de amigos/membros da família, dentre outros.
Pensei que seria necessário haver um local assim justamente porque a maioria das mídias, mesmo em tempos onde temos internet, redes sociais e tecnologia, se cala sobre esse assunto. Passei por três relacionamentos abusivos e reparei que mesmo em locais ditos "democráticos" da internet as pessoas não recebem bem relatos de abuso, principalmente vindos de mulher.
As pessoas diminuem o seu sofrimento, acham que "faz parte da vida" e se você não é literalmente espancada ou morta, "faz parte".
Até mesmo o estupro é minimizado, ou negado. "Não foi estupro, você queria".
Há poucos lugares onde se possa falar de violência psicológica ou mesmo verbal sem ser julgada.
Quero dizer que homens também podem sofrer em relações abusivas, mas o número mais alto ainda é de mulheres. A probabilidade de haver abuso ainda é maior para uma mulher, porque a mulher é mais sozinha, o homem tem a "camaradagem" de outros homens para uma série de fatores.
Resolvi abrir esse espaço para quem quiser enviar relatos também, desde que de forma anônima, não publicaremos nomes ou outros tipos de semelhanças com a vida real até mesmo porque alguns abusadores podem desejar se vingar.
Mas o nome do blog é "A voz que não se cala" justamente porque em muitos locais ainda se deseja que essas coisas não sejam ditas, não sejam proferidas, que as pessoas não saibam como é e como funciona uma relação abusiva, ou que certos abusos sejam reconhecidos como abusos (o "gaslighting" é mais comum do que se pensa; o ciúme é justificado como "prova de amor"). E aqui teremos esse espaço para que esses temas sejam debatidos sem interrupções, julgamentos ou diminuições da medida do sofrimento alheio.
Pensei que seria necessário haver um local assim justamente porque a maioria das mídias, mesmo em tempos onde temos internet, redes sociais e tecnologia, se cala sobre esse assunto. Passei por três relacionamentos abusivos e reparei que mesmo em locais ditos "democráticos" da internet as pessoas não recebem bem relatos de abuso, principalmente vindos de mulher.
As pessoas diminuem o seu sofrimento, acham que "faz parte da vida" e se você não é literalmente espancada ou morta, "faz parte".
Até mesmo o estupro é minimizado, ou negado. "Não foi estupro, você queria".
Há poucos lugares onde se possa falar de violência psicológica ou mesmo verbal sem ser julgada.
Quero dizer que homens também podem sofrer em relações abusivas, mas o número mais alto ainda é de mulheres. A probabilidade de haver abuso ainda é maior para uma mulher, porque a mulher é mais sozinha, o homem tem a "camaradagem" de outros homens para uma série de fatores.
Resolvi abrir esse espaço para quem quiser enviar relatos também, desde que de forma anônima, não publicaremos nomes ou outros tipos de semelhanças com a vida real até mesmo porque alguns abusadores podem desejar se vingar.
Mas o nome do blog é "A voz que não se cala" justamente porque em muitos locais ainda se deseja que essas coisas não sejam ditas, não sejam proferidas, que as pessoas não saibam como é e como funciona uma relação abusiva, ou que certos abusos sejam reconhecidos como abusos (o "gaslighting" é mais comum do que se pensa; o ciúme é justificado como "prova de amor"). E aqui teremos esse espaço para que esses temas sejam debatidos sem interrupções, julgamentos ou diminuições da medida do sofrimento alheio.
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