sábado, 1 de agosto de 2015

O cafajeste dos dias atuais

Antigamente, o valor de uma mulher se media pelo número de homens com os quais ela havia feito sexo. Ou melhor, com quantos ela não havia feito sexo. Portanto, o chamado cafajeste antigamente mentia para conseguir sexo fácil e barato. Podia acabar com a vida de uma mulher dessa forma, dado que muitas vezes um adultério poderia fazê-la desacreditada para o resto da vida.

Hoje, com a maior facilidade de se conseguir sexo, os cafajestes querem outra coisa.

Vale lembrar que também existem mulheres dentre eles. Não é privilégio dos homens.

Os cafajestes de hoje querem ter o ego inflado. Com a internet, as redes sociais, ficou muito mais fácil ter duas, três, quatro namoradas ao mesmo tempo. E a todas é jurada uma fidelidade extrema, um amor eterno.

Muitas pessoas (lembrando: mulheres também) gostam de ter vários que os paparicam na internet. Não raro colocam uns contra os outros, falam mal de um pro outro e de outro pro um. E nenhum, na verdade, é seu real parceiro.

Podem ou não roubar dinheiro, muitas vezes roubam. Mas o principal perigo deles é roubar tempo e esperança. Tempo, porque ficamos presos a essas pessoas enquanto elas "não se decidem" sobre ter uma relação verdadeira (muitos "enrolam" o parceiro à distância por anos, alguns nunca vêem suas "vítimas" pessoalmente, sequer o sexo de fato é seu interesse, mas apenas o harém virtual, o ego inflado) e esperança porque dependendo de quanto tempo e da quantidade de esforço e crença que colocamos naquela pseudo-relação, acabamos não confiando mais quando outra pessoa diz nos amar. É um longo caminho até confiar novamente.

Par evitá-los, é necessário prestar atenção a ações e não a palavras. Dizer que ama é fácil, mas uma pessoa que nem se digna a fazer uma relação ser real não merece o nosso tempo nem o nosso esforço.

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